Já faz um bom tempo que eu não posto nada sobre mitologia nórdica aqui no Coala. O curioso é que quando eu criei esse blog, minha intenção era justamente falar sobre mitologia nórdica.
Há um ano eu postei aqui sobre o Valhalla, o salão de Odin que serve como paraíso dos bravos guerreiros que morrem em combate, aonde eles desfrutarão da companhia dos deuses, cerveja, lutas e mulheres por eras, até a chegada do Ragnarök (apocalipse dos vikings).
Hoje eu vou falar sobre Niflheim (em inglês: Mistland), o lugar para aonde todas as almas que não tiveram o privilégio de morrer gloriosamente em combate são encaminhadas.
A Terra da Névoa
Nifheim é o mundo mais profundo da mitologia nórdica. Um inferno escuro, extremamente gelado, com intensos nevoeiros, com almas errantes em eterna agonia e com várias estruturas macabras construídas a partir dos corpos daqueles que morreram e foram abandonados.
Todas as pessoas que morreram de velhice, doença, fome ou qualquer outra fatalidade que não envolva combate, terá a alma condenada a vagar eternamente em Niflheim.
Obviamente, é um lugar inacessível para os vivos, mas suspeita-se que alguns Aesires e Vanires (deuses nórdicos) conheçam caminhos secretos para a terra dos mortos.
Hel
Niflheim é governada por Hel, uma deusa metade bela e metade decomposta, filha do deus Loki com uma Gigante. Ela ganhou essa posição do próprio Odin, o senhor de todos os deuses. O poder da deusa dentro de Niflheim é absoluto. Ela decide como cada alma sofrerá, aonde essas almas ficarão, com quem ficarão e pode até mesmo devolver os mortos ao mundo dos vivos.
Ao contrário do que muitos acreditam, Hel é uma deusa severa, mas não é maligna. Poucos deuses compreendem o sentido da vida e da morte como ela.
Ela cumpre suas responsabilidades com como uma juíza implacável, aliviando o fardo das almas inocentes e sendo extremamente rigorosa com almas malignas.
Um lugar não tão ruim quanto parece ser...
A regra geral é que Valhalla é o paraíso escandinavo e Niflheim é o inferno. No entanto, alguns estudiosos não concordam com isso, de acordo com eles Valhalla é sim o paraíso dos guerreiros mas Nifheim está longe de ser algo parecido com o nosso inferno cristão. Aliás esse é um ponto importante, apesar da mitologia nórdica que conhecemos ter sido interpretada e reescrita por monges católicos na idade média, os vikings originalmente não acreditavam em conceitos de paraíso e inferno.
Para esses estudiosos, Niflheim é muito parecido com o purgatório. Um lugar escuro e gelado, sem a presença dos deuses, mas também sem a agonia e podridão presentes no inferno que conhecemos.
Wyrd bi õ ful araed
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