Nota:
terça-feira, 30 de julho de 2013
A Presa de Sharpe (Resenha)
Nota:
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Coisas Frágeis - Volume 1 (Resenha)
Compilações podem ser um saco... Isso por que essas obras literárias tem o poder de entre um conto e outro, te levar do céu ao inferno, e o vice-versa. Até aí, nenhuma novidade, é esperado que a qualidade desses contos oscile.
O livro inicia com Um Estudo sobre Esmeralda, misturando os elementos de Call of Cthulhu com Sherlock Holmes... Sim, isso é possível. Unindo o universo sobrenatural do primeiro com o cenário vitoriano e fundamentalmente lógico do segundo, o resultado desse carnaval é uma história com deuses gosmentos governando o planeta e uma humanidade curiosamente obediente e satisfeita com tal fato. É um conto policial com sacadas rápidas, apresentando personagens inteligentes e um final surpreendente.
Nota:
Wyrd biõ ful araed
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Lugar Nenhum (Resenha)
Nota:
"The price of getting what you want is getting what once you wanted"
domingo, 10 de junho de 2012
Deuses Americanos (Resenha)
Um ponto muito divertido que merece destaque é a naturalidade com que o protagonista reage aos eventos mais absurdos. Como já citei acima, ele passa a receber visitas da esposa falecida, além de se envolver nas picuinhas de deuses e demais criaturas mitológicas. Sempre com muita calma, Shadow vai se aprofundando em um mundo sobrenatural que pelo menos a princípio, causaria repulsa e desespero em 99% das pessoas.
Outro destaque fica por conta das últimas páginas dos capítulos, reservadas para uma breve e deliciosa descrição das chegadas dos cultos aos deuses do velho mundo na América.
Contando com uma incrível reviravolta final (provando que até os poderosos deuses podem ser manipulados), digna das artimanhas do mestre Gaiman (que agora mais do que nunca eu acredito ser uma das encarnações de Odin), Deuses Americanos é uma literatura transformadora, muito prazerosa, bem humorada e ao mesmo tempo deprimente. Deprimente por que além de contar uma história com um desfecho infeliz, o livro nos obriga a refletir sobre a implacabilidade do tempo, impiedoso inclusive com coisas que um dia foram extremamente importantes (como os próprios deuses), e também levemente nos conduz a pensar sobre os caminhos vazios que a civilização vem tomando. Mas também nos mostra que em momentos derradeiros, o ser humano consegue despertar consciência, força de vontade e uma capacidade anormal para "arrumar" as cagadas do mundo, surpreendendo além de nós mesmos, os deuses que um dia cultuamos.
Citações de Deuses Americanos
“Eu posso acreditar em coisas que são verdadeiras e eu posso acreditar em coisas que não são verdadeiras, e posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não. Eu posso acreditar em Papai Noel e no Coelho da Páscoa, e na Marilyn Monroe, e nos Beatles, e no Elvis e no Sr. Ed. Eu acredito que as pessoas podem se tornar perfeitas, que conhecimento é infinito, que o mundo é comandado por carteis bancários secretos e é visitado regularmente por alienígenas, aliens bonzinhos que parecem com lemures enrugados e aliens malvados que mutilam gado e querem roubar nossa água e nossas mulheres. Eu acredito que o futuro será uma bosta e eu acredito que o futuro será o máximo e eu acredito que um dia a White Buffalo Woman vai retornar e chutar a bunda de todo mundo. Eu acredito que todos os homens são só garotos gigantes com graves problemas de comunicação e acredito que o declínio do sexo de qualidade nos Estados Unidos coincide com o declínio dos cinemas drive-in em todos os estados. Eu acredito que todos os políticos são sacanas sem princípios e ainda acredito que eles são melhor do que a alternativa. Eu acredito que a Califórnia irá afundar no oceano quando o grande terremoto vier, enquanto que a Flórida irá se dissolver em loucura e crocodilos e lixo tóxico. Eu acredito que sabonetes antibacterianos estão destruindo nossa resistência a sujeira e doenças até que um dia nós todos seremos extintos com um vírus qualquer de resfriado como os marcianos em Guerra dos Mundos. Eu acredito que os melhores poetas do século passado foram Edith Sitwell e Don Marquis, que jade é esperma de dragão fossilizado, e que há milhares de anos atrás em uma outra encarnação eu era um xamã siberiano com um braço só. Eu acredito que o destino da humanidade está nas estrelas. Eu acredito que os doces realmente eram mais gostosos quando eu era criança, e que é aerodinamicamente impossível que uma abelha voe, que luz é uma onda e uma partícula, que existe um gato em uma caixa em algum lugar que está vivo e morto ao mesmo tempo (mas se eles não abrirem a caixa para alimentá-lo ele eventualmente só estará morto de dois jeitos diferentes), e que existem estrelas no universo bilhões de anos mais velhas do que o próprio universo. Eu acredito em um Deus pessoal que se importa comigo e se preocupa e observa tudo o que eu faço. Eu acredito em um Deus impessoal que botou o universo pra rodar e foi-se embora passear com sua namorada e nem mesmo sabe que eu estou viva. Eu acredito em um universo vazio e ateu, de caos casual, ruído branco e sorte pura e cega. Eu acredito que qualquer um que diga que sexo é superestimado simplesmente não o fez direito. Eu acredito que qualquer um que afirme saber o que está acontecendo também irá mentir sobre as coisinhas pequenas também. Eu acredito em honestidade absoluta e mentiras sociais aceitáveis. Eu acredito no direito das mulheres escolherem e no direito dos bebês de viverem, e que apesar de toda vida humana ser sagrada não tem nada de errado com pena de morte se você puder confiar no sistema judiciário, e que ninguém, exceto um idiota, confiaria no sistema judiciário. Eu acredito que a vida é um jogo, que a vida é uma piada cruel, e que a vida é o que acontece quando você está vivo e que você poderia até relaxar e aproveitá-la.“
Shadow: Minha mulher.
Shadow: Ela quer ficar viva de verdade. Dá pra fazer isso? É possível?
Wednesday virou a cabeça, olhou bem dentro dos olhos cinza-pálido de Shadow com os seus próprios.
Shadow: Então... Quem eram aqueles caras que me pegaram no estacionamento? O senhor Wood e o senhor Stone?
Wednesday: Só agentes, membros da oposição. Gente ruim.
Shadow: Eles acham que são gente boa.
Wednesday: Nunca aconteceu uma guerra entre dois lados que não se achavam corretos. As pessoas perigosas fazem o que querem somente e apenas porque acham que é o certo, sem sombra de duvida. E é isso que as torna perigosas.
Shadow: E você? Por que faz o que faz?
Wednesday: Por que eu quero fazer.
Shadow: Então está tudo certo - respondeu sorrindo.
"Ouça. A raposa chegou aqui primeiro e o irmão dela era o lobo. A raposa disse que as pessoas vão viver pra sempre. Se morrerem, não vão ficar mortas por muito tempo. O lobo disse que não, as pessoas vão morrer, as pessoas precisam morrer, elas PRECISAM morrer, ou vão se espalhar e cobrir o mundo, e comer todos os salmões e todos os caribus, e todos os búfalos, vão comer todas as abóboras e o milho. Daí um dia o lobo morreu e disse pra raposa trazê-lo de volta à vida. A raposa disse que não, os mortos têm que ficar mortos. Você me convenceu disso. E ela chorou quando disse aquilo. Mas ela disse aquilo, e ponto final. Agora o lobo manda no mundo dos mortos e a raposa vive para sempre sob o sol e sob a lua, e ainda chora pelo irmão."
"Não diga que um homem é feliz - disse Shadow - até que ele esteja morto."
"Sem indivíduos, enxergamos apenas os números: mil mortos, cem mil mortos... O número de vítimas pode chegar a um milhão. Com histórias individuais, as estatísticas se transformam em pessoas – mas até isso é mentira, porque as pessoas continuam a sofrer em números que, por si só, são entorpecentes e sem sentido. Olhe e veja a barriga inchada do menino e as moscas que andam no canto dos olhos dele, e seus membros esqueléticos, vai ajudar se você souber seu nome, idade, sonhos e medos? E se ajudar, será que não estamos prestando um desserviço à irmã dele, que está ali ao lado, estirada na poeira abrasadora, uma caricatura distorcida e inchada de uma criança humana? E daí, se lamentarmos por essas duas crianças, será que agora elas passarão a ser mais importantes para nós do que as milhares de outras crianças atingidas pela mesma fome, milhares de outras vidas jovens e contorcidas que logo se transformarão em alimento para as moscas?
Nós desenhamos nossos limites ao redor desses momentos de dor… Continuamos em nossas ilhas, e eles não podem nos ferir. Ficam escondidos sob uma cobertura suave e segura para que escorreguem, como ervilhas, de nossas almas sem que sintamos verdadeiramente a dor."
"Tinha só um cara na Bíblia inteira pra quem Jesus prometeu pessoalmente um lugar no paraíso do lado dele. Não foi pra Pedro, nem pra Paulo, nem pra nenhum daqueles caras. Ele era um ladrão condenado, que estava sendo executado. Então, não fica tirando uma dos caras no corredor da morte. Talvez eles saibam de alguma coisa que você não sabe."
Nota:
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Ricardo Augusto Felício e o Aquecimento Global
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dia de São Jorge
'Once more unto the breach, dear friends... for God, for Harry, for England and Saint George!'
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Bolinhos de Bebê

"Alguns anos atrás, todos os animais foram embora. Acordamos uma manhã e eles simplesmente não estavam mais lá. Nem mesmo nos deixaram um bilhete ou disseram adeus. Nunca conseguimos saber ao certo para onde foram.
Sentimos sua falta.
Alguns de nós pensaram que o mundo tinha se acabado, mas não tinha.
Só que não havia mais animais. Não havia mais gatos ou coelhos, cachorros ou baleias, não havia peixes nos mares, nem pássaros nos céus. Estávamos sós.
Não sabíamos o que fazer.
Vagueamos por aí, perdidos por um tempo, e então alguém observou que, só porque não tínhamos mais animais, não havia motivo para mudar nossas vidas. Não havia razão para mudar nossa dieta ou parar de testar produtos que podem nos fazer mal.
Afinal de contas, ainda haviam os bebês. Bebês não falam. Mal podem se mexer. O bebê não é uma criatura racional, pensante.
Fizemos bebês.
E os usamos.
Alguns deles, comemos, Carne de bebê é tenra e suculenta. Esfolamos suas peles e nos enfeitamos com elas. Couro de bebê é macio e confortável.
Alguns deles, usamos em testes.
Mantínhamos seus olhos abertos com fitas adesivas e pingávamos detergentes e shampoos neles, uma gota de cada vez.
Nós os marcamos e os escaldamos. Nós os queimamos. Nós os prendemos com braçadeiras e plantamos eletrodos em seus cérebros. Enxertamos, congelamos e irradiamos.
Os bebês respiravam nossa fumaça e, na veia dos bebês, fluíam nossos remédios e drogas, até eles pararem de respirar ou até o sangue deles não correr mais.
Era duro, é claro, mas necessário.
Ninguém podia negar isso.
Com a partida dos animais, o que mais podíamos fazer?
Algumas pessoas reclamaram, claro. Mas elas sempre fazem isso.
E tudo voltou ao normal.
Só que... Ontem, todos os bebês se foram.
Não sabemos para onde. Nem mesmo os vimos partir.
Não sabemos o que vamos fazer sem eles.
Mas pensaremos em algo. Humanos são espertos. É o que nos faz superiores aos animais e aos bebês.
Vamos bolar alguma coisa".
- Retirado do livro "Fumaça e Espelhos - Contos e Ilusões" de Neil Gaiman
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Crônicas da Tormenta (Resenha)



Em relação aos materiais inéditos, é uma pena que o editor tenha se preocupado mais em reunir bons nomes do que em reunir bons contos. O livro poderia ser ainda melhor.
Nota:
sábado, 4 de fevereiro de 2012
E a marmota viu a própria sombra...


sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A Fúria dos Reis (Resenha)


Nota:







