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O Santo Padroeiro
St. Patrick (ou São Patrício como é conhecido por aqui) foi um monge galês que viveu entre os séculos IV e V.
Durante a adolescência, Patrick foi capturado e vendido como escravo na Irlanda, fugindo seis anos depois (alguns dizem que ele fugiu com ajuda de Deus). Ao voltar para a sua terra natal, dedicou-se a vida religiosa.
Anos depois, ele retornou à Irlanda e começou a pregar o evangelho por lá, sendo o principal responsável pela cristianização da ilha.
Pensou no St. Patrick’s day, pensou em Irlanda. Pensou em Irlanda, pensou em cerveja. Uma coisa leva a outra... Seja como for, no dia 17 de março os irlandeses bebem mais cerveja do que costumam beber nos outros dias, se é que isso é possível.
O trevo de três folhas é um dos principais símbolos das festividades de St. Patrick. Para explicar a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) aos Irlandeses, o santo utilizava o trevo através de metáforas.

A cor verde também é fortemente associada ao dia (e ao santo). Acontece que a primavera começa no hemisfério norte durante essa época, e verde é a cor que representa a estação (além de também ser a cor do trevo). Lembrando também que a Irlanda é conhecida como a "Ilha Verde", então nada mais natural que as pessoas usarem essa cor no dia do santo padroeiro do país.


Curiosamente, um dos símbolos atuais de St. Patrick é o leprechaun (duendes que escondiam tesouros no final do arco-íris). Acredita-se que isso seja influência da cultura celta, a qual os irlandeses faziam parte no passado, o que é justificável, já que St. Patricks’s day é hoje uma festa que mais homenageia a cultura irlandesa do que o santo em si.

Além de pintar trevos de três folhas e se vestir de verde, esse feriado ficou marcado na Irlanda como um dia para celebrar a amizade com festas, danças, muita comida e muita, mas muita cerveja (e cerveja verde, de preferência!).

A festa se espalhou por países com descendência Irlandesa, aonde acontecem desfiles e outras homenagens ao santo.
Na Irlanda a festa dura cinco dias. Por envolver farra e cerveja, a festa vem ganhando muito espaço aqui no Brasil desde 2007, em cidades como Belo Horizonte (aonde a descendência Irlandesa é considerável) e São Paulo (aonde a descendência... De qualquer coisa é considerável).

Fhéile Pádraig
“... não controlamos nossa vida. As três fiandeiras tecem nossos fios. Wyrd bi õ ful araed, dizemos, e é verdade. O destino é inexorável. No entanto, se o destino decreta e as fiandeiras sabem qual será o decreto, por que fazemos juramentos? É uma pergunta que me assombrou durante toda a vida, e o mais perto que cheguei de uma resposta é que os juramentos são feitos por homens, ao passo que o destino é decretado pelos deuses, e que os juramentos são a tentativa dos homens de determinar o próprio destino. No entanto, não podemos decretar o que desejamos. Fazer um juramento é estabelecer um curso, mas se os ventos e as marés do destino forem fortes demais, o leme perde seu poder”.

De acordo com a mitologia escandinava (também conhecida como mitologia nórdica, viking ou germânica), há três velhas deusas tecendo o destino de todos os homens e mulheres. Elas são chamadas de Nornas, ou apenas como “as fiandeiras”.
As três teriam nascido na Urd, a fonte da vida aonde cresce a colossal árvore que sustenta o mundo, conhecida como Yggdrasill.
A função das três fiandeiras é através do seu poder divino, tecer os fios que traçam nossos destinos, controlando a sorte, o azar e o acaso na vida dos homens e dos deuses.
Por essa razão, muitos homens acreditavam que os frutos da Yggdrasill guardavam as respostas das grandes perguntas da humanidade. Não se sabe se esse era um efeito involuntário causado pela presença das Nornas ou apenas um capricho das três velhas deusas. Entretanto, conseguir esses frutos não era uma tarefa fácil, uma vez que eles eram protegidos pelas Valkyrias, guerreiras semi-deusas filhas do próprio Odin.
Era bastante comum durante os partos, as mães e as parteiras pedirem bênçãos das Nornas, já que eram elas que traçariam o destino da criança que estava nascendo.
As três Fiandeiras
Urd – com a aparência de uma idosa, Urd era a guardião do passado e dos mistérios antigos. Era uma deusa presa a sentimentos como saudade e rancor.
Verdandi – guardiã do presente, das escolhas e da continuidade. Apresentava-se na forma de uma mãe.
Skuld – apresentava-se com uma jovem virgem, era guardiã do futuro, das profecias e do destino.

A crença atual nas Nornas e no
"E uma das Fiandeiras pegou o meu fio. Gosto de pensar que ela hesitou, mas talvez não tenha hesitado. Talvez tenha sorrido. Mas, quer tenha hesitado ou não, empurrou sua agulha de osso na trama mais escura".
Na Noruega, comemora-se no 29 de dezembro o dia das Nornas. A crença nas fiandeiras e em outros oráculos ainda existe pelo mundo, mesmo que hoje, muitas pessoas considerem o futuro mutável.
Acreditar que tudo que acontece na sua vida é obra dos deuses, do destino ou de uma força maior, é comodidade, do mesmo jeito que é arrogância (ou ingenuidade) acreditar que os homens são os únicos senhores do próprio destino.
Nossas escolhas são reflexos de quem nós somos, e são as suas conseqüências que irão ecoar pelo resto de nossas vidas. Mas não seja ávido em julgar que uma pessoa “teve aquilo que merecia”. Existem forças maiores atuando nesse mundo e elas nem sempre se importam com o nosso caráter, nossos planos, nossas necessidades ou com as escolhas que fizemos.
Wyrd bi õ ful araed